sábado, 1 de março de 2008

tvRAMA - 15

Corredor da mesmice

Na noite de quinta-feira, não assisti à estreia do novo programa de debate político da RTP, intitulado Corredor do Poder. Agora que tomei conhecimento das reacções ao formato, apetece-me dizer que já sabia da inutilidade da minha presença em frente ao ecrã do "primeiro canal" para acompanhar 50 minutos de um "enredo" já muito visto, logo, cansativo e desinteressante.
A minha falta de curiosidade iniciou-se assim que foram para o ar as primeiras promos do programa com a moderadora Sandra Santos num estilo algo agreste e duro, neste caso, para o espectador. Não me atraiu. Logo de seguida, descobri que os comentadores (Marcos Perestrello - PS, Marco António Costa - PSD, Ana Drago - BE, Nuno Melo - CDS e Margarida Botelho - PCP) estariam a título pessoal e não em representação partidária. Não acreditei na capacidade de, repentinamente, tirar cinco "coelhos" da cartola com disponibilidade ou interesse para se demarcarem dos respectivos partidos, muito menos produzir um discurso apelativo sem vacuidade. Finalmente, ao ver os cenários da RTP fiquei com uma sensação de exiguidade e desconforto, a começar pela predominância dos tons branco e magenta, opção pouco "aconchegante". Também a tentativa de reproduzir um corredor, pareceu-me estranha para um programa de debate, formato que exige, pelo menos, a criação daquela sensação de "mesa redonda" entre os intervenientes.
Pelos vistos, tive razão. Não só houve quem partilhasse as minhas considerações, como os espectadores se encarregaram de demonstrar o seu desagrado através de índices de audiência bastante fracos (3,1% de audiência e 9,7% de share - 293 200 espectadores). Alguém dizia numa campanha que já não há políticos como antes. E com razão.

Sem comentários: