Notícias indiscriminadas
A recente vaga de crimes violentos em Portugal tem, como seria de esperar, feito eco na generalidade da imprensa, leia-se, escrita, falada e ouvida. Aumento efectivo da insegurança ou simples exagero, a verdade é que, por estes dias, cada acto do género é, quase indiscriminadamente, notícia.
Que o digam os espectadores que, como eu, acompanharam a edição de hoje do Jornal da Tarde (RTP). De uma só assentada foram duas as notícias envolvendo mortes e assassinatos, dispostas de tal forma que um cidadão mais incauto poderia julgar que o melhor seria começar a pensar duas vezes antes de sair de casa. Um dos casos envolvia um ajuste de contas com um empresário numa pequena aldeia, o outro, do mesmo género, tinha como "protagonistas" dois paquistaneses e envolvia ainda um comerciante chinês na zona das Laranjeiras.
As histórias e os locais não são o que mais interessa aqui, muito menos pretende-se desvalorizar os casos em questão. O que importa é informar com objectividade assuntos merecedores de tal e, francamente, evitar dar a sensação que se está a ser levado ao sabor de uma qualquer corrente, simultaneamente correndo o risco de ignorar o valor-notícia. Confesso que, no canal de serviço público, pareceu-me inusitado. É inegável que a temática está na ordem do dia. Contudo, basta abrir os jornais diários. Nas páginas destes, é tema todos os dias.
A recente vaga de crimes violentos em Portugal tem, como seria de esperar, feito eco na generalidade da imprensa, leia-se, escrita, falada e ouvida. Aumento efectivo da insegurança ou simples exagero, a verdade é que, por estes dias, cada acto do género é, quase indiscriminadamente, notícia.
Que o digam os espectadores que, como eu, acompanharam a edição de hoje do Jornal da Tarde (RTP). De uma só assentada foram duas as notícias envolvendo mortes e assassinatos, dispostas de tal forma que um cidadão mais incauto poderia julgar que o melhor seria começar a pensar duas vezes antes de sair de casa. Um dos casos envolvia um ajuste de contas com um empresário numa pequena aldeia, o outro, do mesmo género, tinha como "protagonistas" dois paquistaneses e envolvia ainda um comerciante chinês na zona das Laranjeiras.
As histórias e os locais não são o que mais interessa aqui, muito menos pretende-se desvalorizar os casos em questão. O que importa é informar com objectividade assuntos merecedores de tal e, francamente, evitar dar a sensação que se está a ser levado ao sabor de uma qualquer corrente, simultaneamente correndo o risco de ignorar o valor-notícia. Confesso que, no canal de serviço público, pareceu-me inusitado. É inegável que a temática está na ordem do dia. Contudo, basta abrir os jornais diários. Nas páginas destes, é tema todos os dias.